segunda-feira, 27 de abril de 2009

Pé Diabético e seus cuidados

O açúcar elevado no sangue (hiperglicemia) pode afectar os nervos dos pés e os vasos que levam o sangue para os pés.
Consequentemente, a lesão dos nervos provoca uma perda lenta da sensação de posição, de pressão, de dor e de temperatura e a pele torna-se mais seca, sem transpiração, mais grossa e sujeita ao aparecimento de fissuras.
E assim, pode aparecer uma ferida sem que a pessoa se aperceba, porque não dói.
Andando sobre ela, pode levar a consequências desastrosas.
Os vasos que levam o sangue para os pés ao estarem afectados pela hiperglicemia provocam dor nas pernas ou nos pés durante a marcha e os pés apresentam-se frios, pálidos, com a má circulação.
As feridas que aparecem nos pés, sem sensibilidade e com circulação de sangue deficiente (pés diabéticos) infectam facilmente e são difíceis de tratar.


Os Cuidados do Pé Diabético


1. Observe diariamente os seus pés e a planta, o calcanhar e os espaços entre os dedos e veja se encontra diferenças de cor de pele, bolhas, fissuras, calosidades e inchaços. Se não lhe é possível fazê-lo, por dificuldade na posição, use um espelho e se tem dificuldade de visão peça auxílio a outra pessoa.


2. Lave os pés todos os dias, durante 2 ou 3 minutos, usando sabonete neutro e água tépida (verifique sempre a temperatura da água) e não os “ponha de molho”. Seque-os muito bem, em particular nas zonas entre os dedos. Aplique um creme hidratante na planta e no dorso, (não entre os dedos), massajando bem.


3. Use uma lima de cartão para desgastar as unhas, movimentando-a em linha recta de um lado para o outro.


4. Use sempre sapatos com meias, mesmo no Verão.


5. Use meias de fibras naturais, como a lã ou o algodão, sem costuras e que não apertem demasiados as pernas.


6. Não ande descalço, de forma a diminuir o risco de lesões.


7. Não aqueça os pés com bolsas de água quente, nem aproxime os pés de aquecedores, lareiras ou outras fontes de calor.


8. Antes de calçar os sapatos, verifique com a mão, se não há qualquer objecto dentro deles.


9. Use sapatos confortáveis, adaptados ao seu pé, de forma que não haja zonas apertadas ou em que se exerça pressão excessiva. Os sapatos fechados protegem mais os pés, quer de “batidas” quer de pedras ou areias.


10. Não use calicidas, álcool, iodo ou produtos irritantes para cuidar dos pés.


11. Nas calosiadades pode usar pedra pomes de forma suave, mas não use limas, lixas ou objectos de corte, que possam irritar a pele.


12. Não fume, o cigarro prejudica a circulação sanguínea.


13. Consulte um Podologista regularmente de forma a prevenir qualquer tipo de alteração patológica.

E porque nunca é demais lembrar...
A pele dos diabéticos necessita de atenção redobrada.
A prevenção é o melhor tratamento, especialmente se é diabético.


Fonte:

SMELTZER, Suzanne; BARE, Brenda G. – Brunner & Suddarth: Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica. 9ª ed., vol.2. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan, 2002.

sábado, 18 de abril de 2009

Dia Mundial da Saúde

No passado dia 7 de Abril, foi o Dia Mundial da Saúde.

Deste modo, achei importante salientar o tema escolhido este ano pela O.M.S. (Organização Mundial de Saúde) para as comemorações deste dia: “Salvar vidas - Hospitais seguros em situações de emergência”, bem como o facto de se comemorarem 30 anos do Serviço Nacional de Saúde Português.

Deixo aqui um link para 'reflexão':
http://www.min-saude.pt/portal/conteudos/a+saude+em+portugal/ministerio/comunicacao/discursos+e+intervencoes/dia+saude.htm

Haja Saúde!!

domingo, 8 de março de 2009

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

LINHAS DE APOIO À MULHER VÍTIMA:

SOS MULHER
808 200 175 (Linha Azul)

INFORMAÇÃO MULHER VÍTIMA DE VIOLÊNCIA
800 202 148

SOLIDARIEDADE À MULHER
808 202 710

SOS MULHER – Açores:

Angra do Heroísmo – 295 217 860

Ponta Delgada – 296 283 221

A Diabetes tipo 2 é uma doença séria e progressiva!

Consulte o seu médico se…

…tiver muitas cãibras
…tiver muita comichão
…perder muito peso
…tiver muita sede
…sentir muito cansaço
…urinar muitas vezes
…vê cada vez menos

Evite as complicações tardias da diabetes, tais como…

…cegueira
…enfarte do miocárdio
…amputação
…insensibilidade
…trombose
…hemodiálise


Para mais informações:
Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo (www.spedm.org / mail.geral@spedm.org)
Sociedade Portuguesa de Diabetologia (www.spd.pt / spd@diabetes.com.pt)

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

A Segurança do seu Bebé

“ Os acidentes com crianças podem ser evitados... e quem os pode evitar são os adultos: somos Nós!”

APSI (Associação para a Promoção da Segurança Infantil), 2003



COMO PREVENIR:



Acidentes Rodoviários



  • Deve evitar transportar o bebé sobre o banco do carro ou no colo;

  • Manter o bebé na cadeira de transporte, afastado de um carro estacionado;

  • Transportar o bebé em cadeira homologada, virada para trás. Se transportada no banco da frente, desactivar o airbag.


Asfixia

  • A chupeta deve ser de uma só peça e não deve estar presa com um fio à volta do pescoço;

  • Durante o banho, deve estar sempre ao lado do bebé;

  • Evitar alimentar o bebé com doces duros, nozes, alimentos com caroços ou sementes;

  • Evitar colocar almofadas, brinquedos, laços ou fitas no berço do bebé;

  • Evitar dormir na cama com o bebé;

  • Manter objectos pequenos (diâmetro inferior a uma moeda de 2 euros) fora do alcance do bebé;

  • Manter sacos de plástico fora do alcance do bebé;

  • Retirar o biberão e babete na hora de dormir;

  • Utilizar colchão duro, resguardos próprios e não entalar a roupa debaixo do colchão.


Intoxicação

  • Certificar-se que a tinta dos móveis ou dos brinquedos não contêm chumbo;

  • Colocar as substâncias tóxicas numa prateleira alta ou armário fechado;
  • Não guardar substâncias tóxicas em recipientes de alimentos;
  • Rejeitar recipientes usados de sustâncias venenosas ou tóxicas.




Lesão Corporal



  • Evitar brinquedos que tenham partes pontiagudas. Opte por brinquedos com bordas lisas e arredondadas. Verifique regularmente o estado de conservação dos brinquedos;
  • Manter alfinetes de ama fechados e longe do bebé;
  • Manter o berço posicionado longe de outros móveis e janelas;
  • Proteger o bebé de animais;
  • Proteger os cantos dos móveis e afastar objectos grandes (jarrões, candeeiros) que podem cair sobre o bebé;
  • Utilizar chávenas e pratos de plástico. Optar por colher em vez de um garfo.






Quedas


  • Evitar utilizar o voador;
  • Manter as grades do berço totalmente elevadas (altura das grades nunca inferior a 60 cm);
  • No carrinho de passeio prenda sempre o bebé com o cinto e trave o carrinho quando este estiver parado;
  • Nunca deixe a criança sozinha numa superfície alta (cama, mesa, sofá). Em caso de necessidade deixá-la no chão;
  • Se tem escadas, deve colocar cancelas no primeiro e no último degrau.



Queimaduras
  • Manter o bebé afastado de fontes de calor como lareira, fogão, aquecedor;

  • Não deixar o bebé fechado num carro, mesmo à sombra;
  • Não manipular líquidos/alimentos/objectos quentes próximo do bebé;
  • Proteger o bebé da exposição solar;
  • Proteger tomadas eléctricas com tampas de plástico;
  • Verificar a temperatura da água do banho com termómetro, dorso da mão ou cotovelo;
  • Verificar a temperatura do leite no pulso (depois de aquecido no microondas o biberão pode estar morno e o leite a ferver );
  • Verificar o calor da cadeira de transporte antes de sentar o bebé.




    Para manter um AMBIENTE SEGURO, não é preciso complicar nem gastar muito dinheiro.
    Se respeitar algumas REGRAS SIMPLES consegue evitar a maior parte dos acidentes com o seu Bebé.

Não se esqueça!
É importante respeitar a liberdade de movimentos do seu Bebé, para que este tenha um desenvolvimento psicomotor saudável.





Contactos SOS


  • Centro de Informação Antivenenos (Centro de Intoxicações): 808 250 143

  • Saúde 24 / Dói-dói, trim-trim: 808 242 400

  • APSI: 218 870 161

  • SOS - Criança: 800 202 651 - 217 931 617

Fonte:
Associação para a Promoção da Segurança Infantil, 2003. http:// www.apsi.org.pt

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Febre e Tosse nas Crianças

Febre
A temperatura corporal normal varia entre os 36ºC e 37ºC, a febre é um aumento da temperatura corporal superior a 37, 5ºC e pode ser uma reacção do organismo contra uma infecção. Maioritariamente, a febre é um sintoma de infecções com origem viral (1).
A febre é um mecanismo corporal para combater as infecções. Assim, se a baixar mal comece a subir, deixa de funcionar como um mecanismo de defesa. Só deve diminuir a febre apenas quando chegar aos 39ºC ou antes se a criança estiver prostada. (2)
Medidas a serem tomadas:
  • Trocar a roupa por uma mais leve, retirar cobertores e mantas;
  • Local arejado, com uma pequena entrada de ar fresco;
  • Beber líquidos, para evitar desidratação, como água, chá, leite ou sumos naturais;
  • Banho de água morna durante 10 a 20 minutos, nunca de água fria, nunca passar álcool sobre o corpo da criança;
  • Dar antipirético como o paracetamol (Panasorbe®, Ben-u-ron®) ou ibuprofeno (Brufen®). Siga as instruções de posologia da embalagem, respeiranto as doses recomendadas para o peso e o intervalo mínimo entre cada administração de medicamento e a medida de temperatura antes da toma deste. Nunca exceda as doses, pois pode dar origem a intoxicações.

Quando acontecem as convulsões febris?

Normalmente, ocorrem quando o aumento da temperatura corporal é brusco. Há crianças com predisposição genética a fazer convulsões. Nestes casos, a convulsão pode ocorrer mesmo quando a temperatura não está muito elevada. Entre os 3 meses e os 3 anos de idade, 3 a 5% das crianças podem apresentar convulsões febris. A partir dessa idade, as convulsões febris são escassas.

Durante as crises convulsivas, a criança pode:

  • perder a consciência;
  • ter movimentos anormais;
  • ficar rígido;
  • espumar pela boca;
  • revirar os olhos.

O que fazer?

Manter a criança deitada e não impedir os seus movimentos, não colocar qualquer objecto na boca e dirigir-se ao serviço de urgência ou contactar o seu médico.

Tosse


A tosse também é um mecanismo de defesa, uma forma do organismo se defender e expulsar as secreções. Assim, nunca deve dar xaropes para a tosse (Antitússicos) sem indicação médica, se o fizer pode estar a piorar o problema.

Para tratar a tosse, o melhor é fluidificar as secreções, através de nebulizações, “vapores”, só com soro se tiver o aparelho, se não simplesmente respirar os “vapores quentes” da casa de banho.

Não deve fazer nebulizações sempre que a criança tem tosse, consulte o seu médico para saber quando deve usar, porque em casos de alergias não o deve fazer. A tosse também pode ser provocada por alergias, sendo uma tosse seca e irritativa, sem secreções.

Medidas Preventivas:

  • Ensinar a criança a assoar-se e não a fungar, mesmo crianças pequenas podem e devem saber expulsar a secreções nasais;
  • Não manter a criança fechada dias inteiros por causa do frio, pode e deve apanhar ar e brincar na rua, desde que bem agasalhada;
  • Arejar a casa;
  • Evitar alcatifas e o quarto cheio de almofadas e peluches.

SITUAÇÕES EM QUE DEVE CONTACTAR O SEU MÉDICO OU LIGAR PARA O SAÚDE 24 (808 24 24 24):

  • febre há mais de três dias ;
  • febre muito alta e constante;
  • falta de ar;
  • respiração em esforço;
  • prostração;
  • tosse muito intensa;
  • se a criança tem menos de 6 meses, mesmo que os sintomas pareçam ligeiros.

Fonte:

(1) http://www.portalis.co.pt/o-que-e-a-febre/

(2) http://www.mae.iol.pt/artigo.php?id=1018263&div_id=3653

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Varicela nas crianças

A varicela é uma doença infecciosa, altamente contagiosa, atingindo preferencialmente crianças entre os 2 e os 10 anos, podendo, contudo, surgir em pessoas susceptíveis (não imunes) de qualquer idade.

Ocorre predominantemente no fim do Inverno ou início da Primavera, sendo frequente o aparecimento de surtos.


Transmissão:

A transmissão pode fazer-se de duas formas: por contacto directo com as lesões cutâneas ou indirectamente, através do ar contaminado com secreções respiratórias (espirros, tosse, gotículas de saliva) de indivíduos infectados.

O risco de transmissão começa cerca de dois dias antes do aparecimento das lesões cutâneas e só termina quando todas as lesões se encontram em fase de crosta.

Assim, se o seu filho contrair varicela, só deverá permitir que volte ao infantário quando todas as lesões estiverem "secas". O risco é mais elevado em situações de contacto íntimo ou de permanência em ambientes fechados (creches, salas de aula, salas de espera de consultórios, enfermarias...).

O período de incubação, isto é, o tempo entre o contacto com a pessoa infectada e o aparecimento da doença, pode ir de 10 a 21 dias.

Embora em alguns indivíduos a doença possa manifestar-se de forma muito discreta, passando por vezes mesmo despercebida, não deixa de ser igualmente transmissível. Além disso, como o período de contágio começa antes do aparecimento das lesões, a transmissão pode ocorrer através de uma pessoa aparentemente saudável que só posteriormente desenvolveu a doença.

Por vezes, os pais têm tendência a afastar os seus filhos do contacto com outras crianças com varicela. A verdade é que, tratando-se de crianças saudáveis, o melhor será mesmo permitir o contágio. Regra geral, é sempre preferível que tenham a doença ainda na infância. Assim ficarão protegidos, não correndo o risco de contrair a doença na adolescência ou idade adulta, altura em que as complicações são mais frequentes e, habitualmente, mais graves.


Sintomas:

A febre baixa é frequentemente o primeiro sintoma de varicela, podendo associar-se a dor de cabeça, dor de garganta, dor de barriga, cansaço e diminuição do apetite.
Cerca de dois dias depois aparecem pequenas manchas vermelhas, normalmente na face, tronco e couro cabeludo, que podem espalhar-se para o resto do corpo.
Provocam muita comichão e transformam-se rapidamente (em poucas horas) em "bolhinhas" cheias de líquido.
Estas bolhas vão-se rompendo e secando, formando crostas em alguns dias (1-3 dias).
À medida que se vão formando crostas, novas manchinhas aparecem, de modo que, numa mesma área de pele, podem encontrar-se manchas, bolhas e e crostas. Habitualmente só deixam de aparecer novas lesões ao fim de 5 dias.


Tratamento:

Regra geral, o tratamento da varicela é sintomático, de modo a minimizar os sintomas e desconforto dela decorrentes.
Um banho de água morna, com óleo emoliente, pode proporcionar algum alívio, mas tenha sempre o cuidado de secar sem esfregar. Não aplique pomadas nem talco. As lesões infectadas devem ser desinfectadas.
É também essencial cortar as unhas. Não se esqueça que as lesões "agredidas" têm maior probabilidade de infectar e, consequentemente, deixar cicatrizes.

O paracetamol pode ser utilizado quer para baixar a febre, quer para aliviar o desconforto, especialmente nos primeiros dias.
Mas, cuidado: nunca deve dar ácido acetilsalicílico ou derivados (como Aspirina®, Aspegic®) a crianças com varicela. A sua utilização pode conduzir ao desenvolvimento de uma reacção grave - a síndrome de Reye.
Pode também associar-se um anti-histamínico para aliviar a comichão.

Se tiver alguma dúvida contacte o seu médico ou enfermeiro.