domingo, 12 de julho de 2009

Acidente Vascular Cerebral

O Acidente vascular cerebral (AVC), denominado vulgarmente de “derrame cerebral”, é caracterizado pela perda rápida da função neurológica, provocado por um entupimento ou rompimento dos vasos cerebrais.

Como prevenir a primeira vez

O importante é ter um estilo de vida saudável:

- com exercício físico regular;
- uma alimentação equilibrada, com pouco sal, açúcares e gorduras saturadas;
- manter um peso adequado;
- consumir álcool apenas de forma ligeira;
- não fumar

Procurar o seu enfermeiro e médico de família para vigiar e controlar regularmente:

- Tensão arterial;
- Diabetes;
- Colesterol;
- Ritmo cardíaco, com a realização de electrocardiograma


Principais Sintomas que precedem o AVC


- Dor de cabeça intensa e súbita sem causa aparente
- Dormência nos braços e nas pernas
- Dificuldade de falar e perda de equilíbrio
- Diminuição ou perda súbita da força na face, braço ou perna do lado esquerdo ou direito do corpo
- Sensação de formigueiro na face, braço ou perna de um lado do corpo
- Perda súbita de visão em um olho ou nos dois
- Dificuldade de falar ou compreender a linguagem
- Vertigens associado a vontade de vomitar ou vómitos

O que fazer?

Se um familiar ou amigo sofrer um AVC fica com:

- Boca ao lado,
- menos força num braço,
- dificuldade em falar ou ver para um dos lados

Deite-o de lado, certifique-se que respire bem e ligue imediatamente para os Bombeiros ou 112.


Reabilitação

Após o AVC ocorrer há um árduo trabalho de reabilitação que inclui a parte motora (fisioterapia), terapia da fala, terapia ocupacional, de forma a voltar a ter uma vida como a que tinha antes do AVC.
O doente com AVC não pode ficar numa cama ou numa cadeira. Antes pelo contrário, deve ser estimulado para reintegrar a vida familiar, social e profissional, ainda que com limitações. De forma a adaptar-se, pode ser necessário, por exemplo, adaptar a casa de banho; mudar o quarto de dormir para um piso sem escadas, de fácil acesso; passar a usar calçado que aperte com velcro, em vez de cordões; vestir calças com elástico na cintura, em vez de fecho; vestir camisas com molas, em vez de botões.


Como prevenir a recorrência

- Seguir os cuidados acima referidos
- Tomar a medicação conforme prescrita pelo seu médico

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Mês de Maio - Mês do Coração

Factores de risco cardiovascular

Existem dois tipos de factores de risco cardiovascular, nomeadamente um conjunto de factores individuais sobre os quais se pode influir e modificar e um conjunto de factores não-modificáveis, que também podem contribuir significativamente para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

Entre os principais factores individuais de risco cardiovascular, encontram-se:
- tabaco
- sedentarismo
- stress
- obesidade e excesso de peso
- hipertensão arterial
- colesterol elevado
- síndrome metabólica

Existem contudo outros factores, fora do alcance da pessoa, que contribuem significativamente para um maior risco cardiovascular. Entre os factores não-modificáveis, encontram-se a idade avançada, o género masculino ou a história familiar. A combinação de parte destes factores de risco tem um efeito exponencial sobre o risco cardiovascular.

Dos factores de risco à doença cardiovascular:

A longo prazo, a acção dos factores de risco cardiovasculares pode resultar em aterosclerose – um processo de transformações patológicas na parte interior dos vasos sanguíneos que diminui drasticamente o seu diâmetro interno. A aterosclerose pode manifestar-se de diversas formas e pode inclusivamente afectar as artérias e veias em diferentes partes do corpo (seja no coração, cérebro, rins ou pernas, e mesmo nas válvulas cardíacas).
Pode levar anos ou décadas, até que a aterosclerose seja detectável em resultados clínicos. Daí a importância em reconhecer os factores de risco cedo, para que se possa agir sobre os mesmos em tempo útil. Minimizá-los pode prevenir o risco de desenvolver doenças cardiovasculares.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Pé Diabético e seus cuidados

O açúcar elevado no sangue (hiperglicemia) pode afectar os nervos dos pés e os vasos que levam o sangue para os pés.
Consequentemente, a lesão dos nervos provoca uma perda lenta da sensação de posição, de pressão, de dor e de temperatura e a pele torna-se mais seca, sem transpiração, mais grossa e sujeita ao aparecimento de fissuras.
E assim, pode aparecer uma ferida sem que a pessoa se aperceba, porque não dói.
Andando sobre ela, pode levar a consequências desastrosas.
Os vasos que levam o sangue para os pés ao estarem afectados pela hiperglicemia provocam dor nas pernas ou nos pés durante a marcha e os pés apresentam-se frios, pálidos, com a má circulação.
As feridas que aparecem nos pés, sem sensibilidade e com circulação de sangue deficiente (pés diabéticos) infectam facilmente e são difíceis de tratar.


Os Cuidados do Pé Diabético


1. Observe diariamente os seus pés e a planta, o calcanhar e os espaços entre os dedos e veja se encontra diferenças de cor de pele, bolhas, fissuras, calosidades e inchaços. Se não lhe é possível fazê-lo, por dificuldade na posição, use um espelho e se tem dificuldade de visão peça auxílio a outra pessoa.


2. Lave os pés todos os dias, durante 2 ou 3 minutos, usando sabonete neutro e água tépida (verifique sempre a temperatura da água) e não os “ponha de molho”. Seque-os muito bem, em particular nas zonas entre os dedos. Aplique um creme hidratante na planta e no dorso, (não entre os dedos), massajando bem.


3. Use uma lima de cartão para desgastar as unhas, movimentando-a em linha recta de um lado para o outro.


4. Use sempre sapatos com meias, mesmo no Verão.


5. Use meias de fibras naturais, como a lã ou o algodão, sem costuras e que não apertem demasiados as pernas.


6. Não ande descalço, de forma a diminuir o risco de lesões.


7. Não aqueça os pés com bolsas de água quente, nem aproxime os pés de aquecedores, lareiras ou outras fontes de calor.


8. Antes de calçar os sapatos, verifique com a mão, se não há qualquer objecto dentro deles.


9. Use sapatos confortáveis, adaptados ao seu pé, de forma que não haja zonas apertadas ou em que se exerça pressão excessiva. Os sapatos fechados protegem mais os pés, quer de “batidas” quer de pedras ou areias.


10. Não use calicidas, álcool, iodo ou produtos irritantes para cuidar dos pés.


11. Nas calosiadades pode usar pedra pomes de forma suave, mas não use limas, lixas ou objectos de corte, que possam irritar a pele.


12. Não fume, o cigarro prejudica a circulação sanguínea.


13. Consulte um Podologista regularmente de forma a prevenir qualquer tipo de alteração patológica.

E porque nunca é demais lembrar...
A pele dos diabéticos necessita de atenção redobrada.
A prevenção é o melhor tratamento, especialmente se é diabético.


Fonte:

SMELTZER, Suzanne; BARE, Brenda G. – Brunner & Suddarth: Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica. 9ª ed., vol.2. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan, 2002.

sábado, 18 de abril de 2009

Dia Mundial da Saúde

No passado dia 7 de Abril, foi o Dia Mundial da Saúde.

Deste modo, achei importante salientar o tema escolhido este ano pela O.M.S. (Organização Mundial de Saúde) para as comemorações deste dia: “Salvar vidas - Hospitais seguros em situações de emergência”, bem como o facto de se comemorarem 30 anos do Serviço Nacional de Saúde Português.

Deixo aqui um link para 'reflexão':
http://www.min-saude.pt/portal/conteudos/a+saude+em+portugal/ministerio/comunicacao/discursos+e+intervencoes/dia+saude.htm

Haja Saúde!!

domingo, 8 de março de 2009

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

LINHAS DE APOIO À MULHER VÍTIMA:

SOS MULHER
808 200 175 (Linha Azul)

INFORMAÇÃO MULHER VÍTIMA DE VIOLÊNCIA
800 202 148

SOLIDARIEDADE À MULHER
808 202 710

SOS MULHER – Açores:

Angra do Heroísmo – 295 217 860

Ponta Delgada – 296 283 221

A Diabetes tipo 2 é uma doença séria e progressiva!

Consulte o seu médico se…

…tiver muitas cãibras
…tiver muita comichão
…perder muito peso
…tiver muita sede
…sentir muito cansaço
…urinar muitas vezes
…vê cada vez menos

Evite as complicações tardias da diabetes, tais como…

…cegueira
…enfarte do miocárdio
…amputação
…insensibilidade
…trombose
…hemodiálise


Para mais informações:
Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo (www.spedm.org / mail.geral@spedm.org)
Sociedade Portuguesa de Diabetologia (www.spd.pt / spd@diabetes.com.pt)

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

A Segurança do seu Bebé

Os acidentes com crianças podem ser evitados... e quem os pode evitar são os adultos: somos Nós!”

APSI (Associação para a Promoção da Segurança Infantil), 2003



COMO PREVENIR:



Acidentes Rodoviários



  • Deve evitar transportar o bebé sobre o banco do carro ou no colo;

  • Manter o bebé na cadeira de transporte, afastado de um carro estacionado;

  • Transportar o bebé em cadeira homologada, virada para trás. Se transportada no banco da frente, desactivar o airbag.


Asfixia

  • A chupeta deve ser de uma só peça e não deve estar presa com um fio à volta do pescoço;

  • Durante o banho, deve estar sempre ao lado do bebé;

  • Evitar alimentar o bebé com doces duros, nozes, alimentos com caroços ou sementes;

  • Evitar colocar almofadas, brinquedos, laços ou fitas no berço do bebé;

  • Evitar dormir na cama com o bebé;

  • Manter objectos pequenos (diâmetro inferior a uma moeda de 2 euros) fora do alcance do bebé;

  • Manter sacos de plástico fora do alcance do bebé;

  • Retirar o biberão e babete na hora de dormir;

  • Utilizar colchão duro, resguardos próprios e não entalar a roupa debaixo do colchão.


Intoxicação

  • Certificar-se que a tinta dos móveis ou dos brinquedos não contêm chumbo;

  • Colocar as substâncias tóxicas numa prateleira alta ou armário fechado;
  • Não guardar substâncias tóxicas em recipientes de alimentos;
  • Rejeitar recipientes usados de sustâncias venenosas ou tóxicas.




Lesão Corporal



  • Evitar brinquedos que tenham partes pontiagudas. Opte por brinquedos com bordas lisas e arredondadas. Verifique regularmente o estado de conservação dos brinquedos;
  • Manter alfinetes de ama fechados e longe do bebé;
  • Manter o berço posicionado longe de outros móveis e janelas;
  • Proteger o bebé de animais;
  • Proteger os cantos dos móveis e afastar objectos grandes (jarrões, candeeiros) que podem cair sobre o bebé;
  • Utilizar chávenas e pratos de plástico. Optar por colher em vez de um garfo.






Quedas


  • Evitar utilizar o voador;
  • Manter as grades do berço totalmente elevadas (altura das grades nunca inferior a 60 cm);
  • No carrinho de passeio prenda sempre o bebé com o cinto e trave o carrinho quando este estiver parado;
  • Nunca deixe a criança sozinha numa superfície alta (cama, mesa, sofá). Em caso de necessidade deixá-la no chão;
  • Se tem escadas, deve colocar cancelas no primeiro e no último degrau.



Queimaduras
  • Manter o bebé afastado de fontes de calor como lareira, fogão, aquecedor;

  • Não deixar o bebé fechado num carro, mesmo à sombra;
  • Não manipular líquidos/alimentos/objectos quentes próximo do bebé;
  • Proteger o bebé da exposição solar;
  • Proteger tomadas eléctricas com tampas de plástico;
  • Verificar a temperatura da água do banho com termómetro, dorso da mão ou cotovelo;
  • Verificar a temperatura do leite no pulso (depois de aquecido no microondas o biberão pode estar morno e o leite a ferver );
  • Verificar o calor da cadeira de transporte antes de sentar o bebé.




    Para manter um AMBIENTE SEGURO, não é preciso complicar nem gastar muito dinheiro.
    Se respeitar algumas REGRAS SIMPLES consegue evitar a maior parte dos acidentes com o seu Bebé.

Não se esqueça!
É importante respeitar a liberdade de movimentos do seu Bebé, para que este tenha um desenvolvimento psicomotor saudável.





Contactos SOS


  • Centro de Informação Antivenenos (Centro de Intoxicações): 808 250 143

  • Saúde 24 / Dói-dói, trim-trim: 808 242 400

  • APSI: 218 870 161

  • SOS - Criança: 800 202 651 - 217 931 617

Fonte:
Associação para a Promoção da Segurança Infantil, 2003. http:// www.apsi.org.pt